
PDT tem eleições no diretório dia 29
O PDT fluminense irá promover, no dia 29, a convenção do diretório estadual. Na ocasião, os pedetistas poderão manter a atual composição do diretório e da executiva ou mudá-las. Hoje, o partido tem como presidente o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que está licenciado desde março.
O diretório é comandado pelo 1º vice-presidente, o ex-deputado estadual José Bonifácio. A chapa oposicionista é composta pelos ex-deputados federais Vivaldo Barbosa e José Maurício, pelo deputado estadual Paulo Ramos, o ex-senador Caó, além de Ronald Barata e Fernando Bandeira.
Os militantes deverão escolher os 244 membros do diretório regional, além dos 83 suplentes destes, através do voto secreto e direto. Na ocasião serão ainda eleitos os seis membros do Conselho Fiscal (três titulares e três suplentes) e os oito integrantes da Comissão de Ética (cinco titulares e três suplentes).
Depois, o novo diretório escolherá os membros da comissão executiva, inclusive o novo presidente da legenda. A eleição ocorrerá na sede da Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, ligada à sigla.
De acordo com o secretário-geral do diretório, Carlos Corrêa, a chapa da situação reforçará o trabalho iniciado por Lupi, quando este foi eleito para o cargo, em dezembro de 2005.
"Serão apenas substituídos alguns nomes. Pois, na atual composição do diretório, há pessoas que faleceram e outras que se desligaram do partido. Fora isso, 80% dos atuais integrantes manifestaram interesse em continuar o trabalho. Estamos no caminho certo. O PDT teve um grande desempenho nas eleições de outubro", observou Corrêa.
Prefeituras – O secretário-geral lembrou que o partido pulou de três prefeituras para cinco no Estado (Niterói, São Gonçalo, Búzios, Paty do Alferes e Cordeiro), 11 vice-prefeituras, além de terem sido eleitos 76 vereadores, sendo 22 nos municípios da Região Metropolitana.
"Somos agora o quinto partido no Estado em número de prefeitos. Obtivemos 684.900 votos em eleição para os prefeitos e 464.074 para os vereadores. Em 2004 foram 416.495 votos para os prefeitos e 47.567 aos vereadores", calculou Corrêa, que descarta um retorno de Lupi à presidência.
"Ele continuará licenciado enquanto for ministro", explicou.
Estão aptos a votar os atuais membros do diretório, os deputados estaduais e federais, representantes dos movimentos de Mulheres, Negros, Aposentados, Juventude, Sindical e Brizolândia (Mobilização) e delegados dos 92 municípios fluminenses onde o partido tem representação.
Já os integrantes da chapa oposicionista, já denominada "Volta às Origens – Brizola Vive", não consideram que o partido tenha tido um grande desempenho eleitoral em 2008.
Para Vivaldo Barbosa, a sigla fez alianças equivocadas.
"Um exemplo foi a coligação com o PMDB no Rio de Janeiro, no segundo turno, e em Duque de Caxias. Isso afastou o partido de algumas bandeiras históricas, como a defesa do trabalhismo, e atenção especial a áreas como educação e saúde", citou o ex-deputado federal.
Vivaldo teve três mandatos como deputado, de 1991 a 2002. De 1992 a 1998 presidiu o diretório regional. De 1983 a 1986 foi secretário estadual de Justiça na gestão de Leonel Brizola no Governo do Estado.
"Queremos democratizar o partido, discutir estratégias para as eleições gerais de 2010 e aumentar a participação dos militantes no diretório", informou o ex-parlamentar.
O Fluminense - Política - 16/11/2008 - Anderson Carvalho -


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