
Ambientalistas questionam relatório que aponta milho transgênico como inofensivo
Ambientalistas franceses questionaram, nesta quinta-feira (12), o relatório da Agência Francesa de Segurança Alimentar (AFSSA) que considerou que o milho OGM (geneticamente modificado) da Monsanto é inofensivo para o homem, considerando que se trata de uma opinião "política e não-científica", baseada em estudos parciais.
"A opinião da AFSSA é uma opinião política, não é uma opinião científica", afirmou a organização ambiental França Natureza e Meio Ambiente (FNE).
"De um ponto de vista científico, o que se pode dizer atualmente é que estamos em um contexto de incerteza: há controvérsias entre especialistas, há dúvidas, há conhecimentos fragmentados", acrescentou.
Na quarta-feira, o jornal francês "Le Figaro" informou em seu site que a AFSSA havia indicado que o milho geneticamente modificado da gigante norte-americana Monsanto, cujo cultivo na França foi suspenso, não é perigoso para a saúde do homem.
"A AFSSA considera que os elementos do relatório Le Maho (...) não fornecem nenhum elemento que ponha em dúvida a segurança sanitária", disse o texto do relatório sobre o milho transgênico MON 810, produzido pela Monsanto.
Há um ano, França, representada por seu ministro de Ambiente, Jean-Louis Borloo, proibiu o cultivo desse tipo de milho.
Agora, o próprio Borloo deve explicar a posição do governo francês Comissão Europeia, 16 de fevereiro em Bruxelas, pois a Agência Europeia de Segurança dos Alimentos (EFSA) já apresentara outro relatório classificando o milho da Monsanto como "saudável para a saúde humana e animal e sem perigo para o ambiente."
12/02/2009 - 19h54 - da France Presse, em Paris - da Efe, em Paris


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