quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
ATAQUE À FUNAI - TEMPOS DE ESTUDOS - AMI
Ataque à Funai coloca em risco último sobrevivente de povo indígena
- Tempo de Estudos
De: Ação Maçônica Internacional - AMI
Enviada: quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 19:13:05
Para: ;
Ataque à Funai coloca em risco último sobrevivente de povo indígena
Conhecido como 'Índio do buraco', homem vive sozinho na floresta.
Base local da Funai foi parcialmente destruída em Rondônia.
Iberê Thenório - Do Globo - Amazônia, em São Paulo.
Em uma ilha de floresta de 80 quilômetros quadrados vive o último homem de um povo indígena desconhecido de Rondônia. Conhecido como “índio do buraco”, ele tem cerca de 50 anos, e evita contato com o mundo externo. Uma das hipóteses levantadas pela Funai sobre seu isolamento é a de que seus parentes foram mortos por fazendeiros em um massacre em 1995.
No início de novembro, o “índio do buraco” correu o risco de ter o mesmo fim. No dia 14, quando funcionários da Funai chegaram à base instalada na terra do índio, encontraram o local todo revirado. “Derrubaram todas as prateleiras, mesas, destruíram um fogão a lenha e arrebentaram uma antena de rádio e uma bateria com as placas solares”, conta o indigenista Altair Algayer, chefe da frente de proteção aos índios isolados do vale do Guaporé.
Em uma trilha um pouco à frente da base, mais uma ameaça: sobre dois paus fincados no chão, os destruidores deixaram duas cápsulas de cartuchos de espingarda. “A gente não identificou o local para onde eles atiraram”, afirma Algayer.
A Funai ainda não tem pistas de onde pode ter partido a ameaça, e pessoas próximas à região negam participação no ataque. A Polícia Federal assumiu a tarefa de investigar a autoria do crime.
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Fazendas vizinhas
A reserva onde vive o “índio do buraco” foi criada sobre seis fazendas diferentes, todas elas devidamente documentadas nos cartórios locais. Segundo o indigenista da Funai, fazendeiros reclamam que poderiam explorar a área com planos de manejo para retirar madeira. Como o processo para a criação da terra indígena não está concluído, os donos das terras ainda não obtiveram indenização.
Idade: Entre 45 e 50 anos
Nome: É chamado de “Índio do buraco” por que dentro de suas cabanas sempre há um grande buraco, parecido com uma cova de cemitério.
Povo: Desconhecido. Vestígios indicam que sua família, de cerca de 5 pessoas, foi dizimada por fazendeiros em 1995.
História: A Funai tem registro da existência dele desde 1996. No ano seguinte, ele foi visto frente a frente pela primeira vez. Ultimamente, funcionários da fundação evitam se aproximar dele, pois perceberam que o índio não quer fazer contato.
- Tempo de Estudos
De: Ação Maçônica Internacional - AMI
Enviada: quarta-feira, 2 de dezembro de 2009 19:13:05
Para: ;
Ataque à Funai coloca em risco último sobrevivente de povo indígena
Conhecido como 'Índio do buraco', homem vive sozinho na floresta.
Base local da Funai foi parcialmente destruída em Rondônia.
Iberê Thenório - Do Globo - Amazônia, em São Paulo.
Em uma ilha de floresta de 80 quilômetros quadrados vive o último homem de um povo indígena desconhecido de Rondônia. Conhecido como “índio do buraco”, ele tem cerca de 50 anos, e evita contato com o mundo externo. Uma das hipóteses levantadas pela Funai sobre seu isolamento é a de que seus parentes foram mortos por fazendeiros em um massacre em 1995.
No início de novembro, o “índio do buraco” correu o risco de ter o mesmo fim. No dia 14, quando funcionários da Funai chegaram à base instalada na terra do índio, encontraram o local todo revirado. “Derrubaram todas as prateleiras, mesas, destruíram um fogão a lenha e arrebentaram uma antena de rádio e uma bateria com as placas solares”, conta o indigenista Altair Algayer, chefe da frente de proteção aos índios isolados do vale do Guaporé.
Em uma trilha um pouco à frente da base, mais uma ameaça: sobre dois paus fincados no chão, os destruidores deixaram duas cápsulas de cartuchos de espingarda. “A gente não identificou o local para onde eles atiraram”, afirma Algayer.
A Funai ainda não tem pistas de onde pode ter partido a ameaça, e pessoas próximas à região negam participação no ataque. A Polícia Federal assumiu a tarefa de investigar a autoria do crime.
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Fazendas vizinhas
A reserva onde vive o “índio do buraco” foi criada sobre seis fazendas diferentes, todas elas devidamente documentadas nos cartórios locais. Segundo o indigenista da Funai, fazendeiros reclamam que poderiam explorar a área com planos de manejo para retirar madeira. Como o processo para a criação da terra indígena não está concluído, os donos das terras ainda não obtiveram indenização.
Idade: Entre 45 e 50 anos
Nome: É chamado de “Índio do buraco” por que dentro de suas cabanas sempre há um grande buraco, parecido com uma cova de cemitério.
Povo: Desconhecido. Vestígios indicam que sua família, de cerca de 5 pessoas, foi dizimada por fazendeiros em 1995.
História: A Funai tem registro da existência dele desde 1996. No ano seguinte, ele foi visto frente a frente pela primeira vez. Ultimamente, funcionários da fundação evitam se aproximar dele, pois perceberam que o índio não quer fazer contato.
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